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  A Fonoaudiologia e Você
Por Fernanda Ferreira
CRFa 11161
e Elaine Barcellos
CRFa 11172

2609-7344 / 7852-0977 / 9290-3657
 
A DISLALIA
 
 

A partir de agora, mensalmente irá ao ar a nova coluna:
"A Fonoaudiologia e Você".

Nosso objetivo é esclarecer dúvidas e disseminar novos conhecimentos sobre a Fonoaudiologia, que está atualmente em alta devido às novelas da Globo onde têm abordado patologias ligadas diretamente à esta profissão em suas novelas, tais como "Páginas da Vida" com a Clara (Síndrome de Down) e, na novela "Duas Caras" como a Dislexia.

A Dislalia

Para aprender a falar, a criança precisa ter uma perfeita percepção dos sons, bem como compreender como eles são produzidos. Muitas crianças falam "errado" porque não conseguem distinguir os sons e ruídos gerados no ambiente ao seu redor. Quando a criança não produz corretamente determinados sons, dizemos que ela apresenta dislalia.

A dislalia é um distúrbio da fala, caracterizado pela dificuldade em articular os sons que compõem as palavras. Este som alterado pode se manifestar de diversas formas:
1) distorções – trocam-se sons muito próximos, mas diferentes do real. Exemplo: dizer palede em vez de parede;
2) omissões – ato em que se deixa de pronunciar algum som da palavra. Exemplo: dizer cavao em vez de cavalo;
3) transposições – pronunciam-se sons ou sílabas de forma inversa. Exemplo: dizer mánica em vez de máquina;
4) acréscimos – acrescenta-se um som na palavra. Exemplo: Atelântico em vez de Atlântico.

Até os quatro anos, os erros na produção da fala são considerados normais, mas depois dessa fase a criança pode ter problemas se esse padrão de fala perdurar: a dislalia pode afetar também a escrita. Um caso clássico característico portador de dislalia é o personagem Cebolinha da Turma da Mônica.

Dicas importantes para se evitar a instalação das trocas normais que ocorrem durante os quatro primeiros anos de vida:
1) repetir somente a palavra correta para que a criança não fixe a forma errada que acabou de pronunciar;
2) articular bem as palavras, fazendo com que as crianças percebam claramente todos os sons da palavra;
3) evitar criar constrangimentos ou chamar a atenção para o fato;
4) uma criança que apresenta problemas de audição freqüentes, como otites, requer maior atenção;
5) o ideal é que a criança faça uma avaliação fonoaudiológica antes de iniciar a alfabetização, além de exames auditivos e oftalmológicos
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Dúvidas para: fgafernanda@gmail.com

Outras Matérias:
Agosto/2008 - Fonoaudiologia Estética
Julho/2008 - Dislexia

  
Fernanda Ferreira – CRFa 11161
Bacharel em Fonoaudiologia pela UFRJ, Pós-graduada em Psicomotricidade pela UCAM,
Mestre em Psicologia pela UFRJ

Elaine Barcellos – CRFa 11172
Bacharel em Fonoaudiologia pela UFRJ

Atendimento em consultório particular:
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