Comemora-se no dia 22 de outubro o Dia Internacional de Atenção à Gagueira. O tema da campanha desse ano ressalta a importância do professor em sala de aula com relação à gagueira: a relação dos alunos com o estudante que gagueja, bem como as atitudes do professor com o aluno que gagueja, pois elas são modelo para os demais alunos.
Na fase pré-escolar, devido ao ativo e constante aprendizado da fala, erros são normais de acontecerem, como a repetição de sons e sílabas das palavras. Porém, enquanto em algumas crianças esses erros não perduram, em outras eles se mantêm. Nessa fase é importante não interromper a fala da criança que gagueja, não pedir para que fale devagar ou completar sua fala. Ouça o que ela tem a dizer até o fim. Nesse período, conversar com os pais a respeito da gagueira e consultar um fonoaudiólogo é importante.
No ensino fundamental, as crianças não apenas repetem e prolongam os sons, como também fazem esforço e ficam tensas ao falar. Nesse período, auxílio fonoaudiológico é fundamental, pois a gagueira pode afetar a criança negativamente na escola. A participação do aprendiz em sala de aula depende de como ele encara seu modo de falar. É importante que o professor converse com o aluno antes de tomar qualquer atitude, seja para responder a perguntas ou para ler um texto em voz alta.
As brincadeiras feitas pelos outros alunos com relação à fala da criança que gagueja devem ser interrompidas o quanto antes. Para tal, o professor precisa esclarecer aos demais alunos o que é a gagueira e explicar o porquê da fala daquela criança ser diferente das demais.
Por ser o professor considerado um modelo para os alunos, suas atitudes provavelmente serão também as dos demais alunos da classe. Atividades em sala de aula que demonstrem e ensinem as crianças a lidar com as diferenças, como por exemplo, jogos de linguagem, auxiliam tanto o aluno que gagueja a ser aceito pelos demais colegas de turma como também fazem com que as crianças entendam o que é a gagueira.
Dúvidas
para: fgafernanda@gmail.com
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