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Atualmente é facilmente encontrado na área
de domínio do Parque Estadual da Serra da
Tiririca e seu entorno várias atividades que
comprometem o meio ambiente, como condomínios,
mineradoras abandonadas, invasões de
terras, construções irregulares,
desmatamentos, queimadas e caça
de animais silvestres.
A administração do Parque não dispõe de viatura
permanente, equipe técnica de apoio e sede
própria. Até mesmo o posto de fiscalização
avançado que estava sendo construído na trilha
de acesso à enseada do Bananal, em Itacoatiara,
foi paralisado por falta de pagamento. O IEF
não se empenha, sequer, em construir a sede
própria do Parque em terreno público localizado
no Recanto de Itaipuaçu.
E por não possui limites definitivos, aprovados
em lei específica, que determine a identificação
fundiária das áreas de domínio público e um
Plano de Manejo, agressões ambientais
continuarão sendo uma constante na região.
Mesmo sendo em sua maioria matas secundárias,
abrigam valioso patrimônio genético, representado
por flora e faunas diversificadas, incluindo
espécies raras e ameaçadas de extinção. As
florestas são indispensáveis para garantir
a estabilidade das encostas da Serra da Tiririca,
a amenização climática regional e a vazão
d'água dos lençóis freáticos dos bairros próximos
(Engenho do Mato, Várzea das Moças,
Itaipu, Itacoatiara, Itaipuaçu,
Itaocaia e Inoã). Apesar da
situação alarmante, pode-se encontrar, a partir
de poucos estudos realizados, mais de 45 espécies
de mamíferos, 120 espécies da avifauna,
39 de répteis, 26 de anfíbios
e 15 de moluscos.
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