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Outrora
recanto de belezas naturais, Itaipuaçu
vem sofrendo com inúmeras atividades de degradação
do seu meio ambiente.
No Canal da Costa, que deságua imensa quantidade
de água salobra oriunda do complexo lagunar
de Maricá no Oceano Atlântico, é facilmente
identificado o despejo de esgoto in
natura. No seu interior assistimos a supressão
da vegetação de manguezal e o assoreamento
provocado pela “limpeza” das suas margens.
No Rio Itaocaia, contribuinte do Canal da
Costa, dezenas de edificações ilegais
avançam sobre a mata ciliar.
Sobre as areias da praia de Itaipuaçu, em
área sob risco da erosão marinha, quiosques
irregulares avançam impunemente sem qualquer
cuidado com a preservação da vegetação de
restinga, estimulando, ainda, a proliferação
de detritos e queimadas criminosas.
Áreas públicas são ocupadas por outdoor’s,
descaracterizando as paisagens naturais..
A ausência de parâmetros para uso e ocupação
de áreas comuns para placas publicitárias
tem provocando imensa poluição visual
em Itaipuaçu.
Aterros sobre o Brejo dos Patos avançam
a olho nu. A cada dia centenas de animais
silvestres tem seu habitat destruído
com a justificativa de drenagem para
garantir a ocupação desordenada.
Nas áreas identificadas de floresta atlântica,
atividades antrópicas são constantes. No Vale
da Penha, em loteamento conhecido como “Moradas
das Águias”, o processo de favelização
perece ser irreversível. E até a caça de
animais silvestres funciona como fator
de geração de renda para algumas famílias.
Também os excessos da poluição sonora
são perceptíveis aos moradores de Itaipuaçu.
Inúmeros bares e “casas de show” abusam
da lei, impondo desconforto àqueles que buscam
paz e descanso.
Os níveis de poluição do ar em Itaipuaçu
ainda são uma incógnita. Mas não resta dúvida
que logo surgirão alguns indícios devido ao
congestionamento de veículos na “Serrinha”
e a concentração dos terminais de vans
e ônibus.
Mesmo sendo parcialmente satisfatória, a coleta
de lixo domiciliar está aquém no quesito de
organização. Alguns lixeiros têm orientado
a população a acumular o lixo no meio da rua.
O resultado final? Cães vira-latas espalham
o lixo pelas vias públicas.
Outra situação vergonhosa é ocupação de
praças públicas por comerciantes. Bem
em frente ao Canal da Costa há uns poucos
invasores que até alvará de funcionamento
possuem. Como pode?
Parafraseando Shakespeare, “Um relato honesto
se desenrola melhor se o fazem sem rodeios”.
Então, tenho fé em Deus que alguma autoridade
pública tome logo a iniciativa de resolver
tantas pendências de ordem urbana e ambiental
em Itaipuaçu... antes que seja tarde.
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