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NÃO AO LIXÃO MUNICIPAL NO PARQUE ESTADUAL DA SERRA DA TIRIRICA
 
 

Hoje o Parque Estadual da Serra da Tiririca está ameaçado de ganhar um “aterro sanitário”. A idéia é do prefeito de Niterói, professor Godofredo Pinto (PT), e a autoria da proposta legislativa é do deputado estadual Paulo Ramos (PDT).

Os autores do projeto argumentam que um “aterro sanitário” na Serra da Tiririca vai resolver o problema do atual “aterro controlado” do Morro do Céu, localizado no bairro do Caramujo. Na verdade, além de não resolverem os impactos ambientais do atual lixão de Niterói, como o despejo de chorume (líquido tóxico produzido pela decomposição da matéria orgânica em decomposição), os idealizadores da proposta querem criar outro problema social, ambiental e de saúde pública para a Cidade.

Atualmente Niterói possui apenas 14% de área florestal original, e a área onde querem colocar todo lixo produzido no Município é um corredor ecológico (florestal) do bioma Mata Atlântica. Para sua aprovação querem diminuir os limites do Parque Estadual da Serra da Tiririca sem averiguar a sua legalidade ou consultar a população.

O pátio de mineração da antiga pedreira Inoã, onde querem colocar o novo lixão municipal, é um divisor natural de águas pluviais (chuva), alimentador dos poços de água doce no bairro de Várzea das Moças e nascedouro de um rio que deságua na Baía de Guanabara. A instalação de um “aterro sanitário” na Serra da Tiririca pode contaminar as águas subterrâneas, disseminar doenças por contágio de animais silvestres (gambás, micos-estrela, tatus, esquilos, urubus), desestimular o turismo ecológico, inviabilizar pesquisas científicas, desvalorizar o mercado imobiliário e prejudicar o comércio local. Nós somos contra um lixão no Parque Estadual da Serra da Tiririca.

APEDEMA REGIONAL LESTE.


Gerhard Sardo*
Gerhard Sardo é ambientalista, jornalista, pós-graduado em Análise e Avaliação Ambiental, Conselheiro titular no Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) e no Conselho Municipal do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos de Niterói (COMAN) e Coordenador Regional da APEDEMA-RJ.*.

 

 

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