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Primeira
unidade de conservação de proteção integral
no Brasil criada pela iniciativa popular,
o Parque Estadual da Serra da Tiririca
completa em - 29/11/04 - treze anos. Desde
a sanção da lei estadual nº 1.901/91, inúmeras
atividades de degradação ambiental motivadas
pela omissão do próprio poder público
em seus três níveis administrativos, como
extração mineral, empreendimentos
imobiliários, caça de animais e
queimadas criminosas foram combatidas
permanentemente por alguns poucos, mas felizmente
superadas pelo trabalho conjunto dos inúmeros
agentes da cidadania ecológica com atuação
nos municípios de Niterói, Maricá
e São Gonçalo. Atualmente, a administração
do parque florestal e marinho se esforça para
garantir uma agenda sócio-ambiental compatível
com os anseios da comunidade ambientalista.
Poderíamos, então, ter muito a comemorar.
Mas infelizmente há uma forte pendência
a ser resolvida: a aprovação do limites
definitivos do Parque Estadual da Serra
da Tiririca.
Mesmo tendo sido elaborada por uma comissão
formada por representantes da sociedade civil
e de governos há mais de três anos,
a proposta de delimitação não consegue obter
o encaminhamento administrativo que merece.
Por dois momentos a proposta de delimitação
chegou ao gabinete da governadora (ao final
da gestão da então governadora Benedita
da Silva, e no segundo ano da gestão da
governadora Rosinha Garotinho) para
despacho à Assembléia Legislativa do Estado
do Rio de Janeiro. E mesmo após inúmeras manifestações
de apoio por parte da população de Niterói
e Maricá resumidas em um abaixo-assinado com
oito mil signatários (entregue em mãos do
vice-governador e então secretário
estadual do Meio Ambiente Luiz Paulo Conde
em 11/09/03, na presença do presidente do
IEF/RJ), o estudo retornou ao gabinete da
atual secretária estadual do Meio Ambiente,
Isaura Fraga, para reavaliação.
Enquanto isso, por indefinição dos limites
do Parque Estadual da Serra da Tiririca, áreas
florestadas continuam sob risco .
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