Viver
fica muito difícil se não podemos dividir
nossa realidade com os que estão perto de
nós. Enquanto houver a ética da individualidade,
do narcisismo, também prevalecerá
um ambiente hostil. Os seres humanos compartilham
uma história, uma cultura, um espaço, portanto,
devem colocar suas idéias e ideais em pauta
e discuti-los.
A educação não pode permitir linhas tão
frouxas de pensamento, não deve deixar as
escolhas ao acaso. É fundamental repensar
os valores, sair da concretude da sociedade
pós-moderna onde a noção de felicidade está
colada ao consumo constante, desmedido.
A utilização de entorpecentes, cada
vez mais crescente, demonstra como se acredita
que é algo concreto que alivia a
dor psíquica. No entanto, somente uma sóbria
reavaliação de perspectivas e de
padrões é capaz de centralizar as idéias,
tornar claro os sentimentos para sair do
sofrimento.
Em meio à comunicabilidade instantânea,
o tempo corrido que temos de dedicar a tarefas
incessantes, afinal temos que pagar nossas
contas, os valores se tornam mais voláteis,
pois a sociedade em que vivemos prega o
prazer imediato, a fuga da realidade quando
nos deparamos com qualquer dor psíquica.
Há a cultura do exagero, do ter e não mais
do ser. Nunca foram feitos tantos diagnósticos
de depressão. Esse sintoma (depressão)
tão ouvido nas conversas do cotidiano e,
muitas vezes, confundidos com tristeza.
A propaganda não pode ser o guia
de conduta dos jovens. Devemos questionar
a mensagem constante que recebemos: "Consuma,
consuma, consuma!". Além disso, reavivar
as relações de amor e solidariedade.
Neste final de ano que se aproxima, vamos
dedicar um tempo para nós mesmos.
Vamos desfrutar de minutos de meditação,
não somente nesta época, mas em toda extensão
de nossa preciosa vida.
Dúvidas
para: tatianasessa@ig.com.br
Outras
Matérias:
Setembro/2004
- O Stresse
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- A Beleza