Não
há diferença entre um sábio e um tolo quando
estão apaixonados. (George Bernard Shaw)
É sobre a paixão que vou lhes falar. O dicionário
Houaiss a define como: 1. martírio;
2. emoção muito intensa; 3. amor ardente.
Atualmente existe um acúmulo de experiências
e estudos científicos para explicar este
sentimento. O tempo estimado para durar
a paixão é ainda polêmico. Alguns
teóricos afirmam que duram meses e outros
afirmam que se estende por anos. No entanto,
pesquisas mostram que o primeiro passo para
uma paixão se dá através da aproximação,
quando há a liberação de feromônio,
substância segregada por animais que serve
como atrativo sexual. Além disso, cientistas
alegam que a paixão nos aproxima
de outros animais, pois há um componente
instintual e ela dura o suficiente
para que o casal possa copular e reproduzir.
A
paixão tem começo, meio e fim. Por que?
Porque quando nos encontramos apaixonados
os batimentos cardíacos aceleram, suamos,
suspiramos sem querer e ficamos num estado
de intensa ansiedade, que se prolongando
se torna até prejudicial para o corpo humano.
Dizem, inclusive, que quando estamos apaixonados,
estamos mais suscetíveis a cometer loucuras.
Ou seja, a emoção se torna mais presente
que a razão.
Culturalmente estamos vivendo um tempo diferente
na nossa história, pois, cada vez mais,
notamos relações descartáveis (o "ficar")
e o não enfrentamento das situações de conflito
de um casal. Veja bem, conflito é
diferente de confronto, pois através
de uma oposição de idéias um casal pode
ter um saldo positivo que é o amadurecimento.
É preocupante quando uma pessoa começa
a viver de paixão e não encara o estágio
do amor, onde o casal enfrenta as
dificuldades do cotidiano, se conhece,
negocia idéias e compartilha momentos de
serenidade. Precisamos viver os dois
momentos! Conhecer o outro de verdade, pois
no período da paixão encontramos a perfeição,
uma completude que existe apenas nesta ocasião...
Também não devemos ter medo de encarar
uma paixão. Como citou Cyril Connolly:
"Quem domina suas paixões é escravo da razão.".
Não queremos ser escravos da razão. Portanto,
temos que visar um equilíbrio. Também
devemos nos apaixonar pelo nosso trabalho
e pela vida! Sempre!
Dúvidas
para: tatianasessa@ig.com.br
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