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  Conversando Sobre Psicologia
Por Tatiana Sessa* CRP 05 30350.
tatianasessa@ig.com.br

2619-1151
 
E a Paixão?
 
 

Não há diferença entre um sábio e um tolo quando estão apaixonados. (George Bernard Shaw)

É sobre a paixão que vou lhes falar. O dicionário Houaiss a define como: 1. martírio; 2. emoção muito intensa; 3. amor ardente.

Atualmente existe um acúmulo de experiências e estudos científicos para explicar este sentimento. O tempo estimado para durar a paixão é ainda polêmico. Alguns teóricos afirmam que duram meses e outros afirmam que se estende por anos. No entanto, pesquisas mostram que o primeiro passo para uma paixão se dá através da aproximação, quando há a liberação de feromônio, substância segregada por animais que serve como atrativo sexual. Além disso, cientistas alegam que a paixão nos aproxima de outros animais, pois há um componente instintual e ela dura o suficiente para que o casal possa copular e reproduzir.

A paixão tem começo, meio e fim. Por que? Porque quando nos encontramos apaixonados os batimentos cardíacos aceleram, suamos, suspiramos sem querer e ficamos num estado de intensa ansiedade, que se prolongando se torna até prejudicial para o corpo humano. Dizem, inclusive, que quando estamos apaixonados, estamos mais suscetíveis a cometer loucuras. Ou seja, a emoção se torna mais presente que a razão.

Culturalmente estamos vivendo um tempo diferente na nossa história, pois, cada vez mais, notamos relações descartáveis (o "ficar") e o não enfrentamento das situações de conflito de um casal. Veja bem, conflito é diferente de confronto, pois através de uma oposição de idéias um casal pode ter um saldo positivo que é o amadurecimento.

É preocupante quando uma pessoa começa a viver de paixão e não encara o estágio do amor, onde o casal enfrenta as dificuldades do cotidiano, se conhece, negocia idéias e compartilha momentos de serenidade. Precisamos viver os dois momentos! Conhecer o outro de verdade, pois no período da paixão encontramos a perfeição, uma completude que existe apenas nesta ocasião...

Também não devemos ter medo de encarar uma paixão. Como citou Cyril Connolly: "Quem domina suas paixões é escravo da razão.". Não queremos ser escravos da razão. Portanto, temos que visar um equilíbrio. Também devemos nos apaixonar pelo nosso trabalho e pela vida! Sempre!

Dúvidas para: tatianasessa@ig.com.br

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Tatiana Sessa - CRP 05 30350
Bacharel em Psicologia pela Universidade Santa Úrsula; Especialização em Psicoterapia pela UERJ
Ministra Palestras Motivacionais e Educacionais; Atendimento em Consultório Particular.
Tel: 2619-1151

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