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  Conversando Sobre Psicologia
Por Tatiana Sessa* CRP 05 30350.
tatianasessa@hotmail.com

2619-1151
 
Amor e paixão. Você sabe definir estes sentimentos?
 
 

"Cada qual sabe amar a seu modo; o modo pouco importa;
o essencial é que saiba amar."

Machado de Assis

Idéias, definições e vivências sobre amor e paixão todos têm. Talvez seja por isso que haja tanta dificuldade em discursar objetivamente sobre estas duas palavras. A respeito destes sentimentos existe uma avaliação muito própria de cada pessoa. Entretanto, existe uma procura muito grande de indivíduos que se motivam a buscar o divã para tentar "curar" as marcas e feridas de decepções amorosas.

O que caracteriza a paixão é a intensidade, o imediatismo, a falta de limites, o apego e, inclusive, um entusiasmo e admiração exagerados em relação à pessoa querida. Na paixão o indivíduo está cheio de expectativas; é um espelho que reflete os estados ilusórios de nossos egos. Podemos nos apaixonar por pessoas, por um projeto de trabalho que estamos realizando, pela vida, quando percebemos a importância da mesma. A chegada do bebê pode deixar a mãe em um momento no qual ela vai experimentar este sentimento de paixão.

O amor se completa com a amizade. A passagem da paixão para o amor fica nítida quando a pessoa aceita o outro com os seus possíveis "defeitos" e, assim, se negocia implicitamente um contrato de relacionamento. O amor como bem definem os poetas, é compassivo. Não existe um manual para aprender a amar, já que o coração (e porque não dizer) o cérebro, são caixinhas de mistério.

Mas a mensagem que quero sublinhar neste pequeno artigo não é a definição destes sentimentos, já que os poetas fazem isso muito bem. O que é importante registrar é que decepções amorosas podem deixar como saldo uma grande insegurança, medo de se relacionar novamente. Estas questões nem sempre são fáceis de serem resolvidas porque requerem coragem de enfrentar e verbalizar sentimentos muito íntimos e, às vezes, sofridos de se expressar.

É fundamental pensar que o amor é um mestre admirável e que quando carregamos culpa e desapontamentos ficamos tão imersos nestes sentimentos que não conseguimos enxergar as lições que este mestre nos deixou. Muitos se enganam ao pensar que tentar ser feliz novamente é um erro.

Deixo aqui esta pequena reflexão, pois este é um tema abrangente e merece novas divagações.

Dúvidas para: tatianasessa@hotmail.com

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Tatiana Sessa - CRP 05 30350
Bacharel em Psicologia pela Universidade Santa Úrsula; Especialização em Psicoterapia pela UERJ
Ministra Palestras Motivacionais e Educacionais; Atendimento em Consultório Particular.
Tel: 2619-1151

 

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