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 Conversando Sobre Psicologia
Por Tatiana Sessa* CRP 05 30350.
tatianasessa@hotmail.com

2619-1151
 
Depressão Pré-natal e Pós-natal
 
 

A depressão é uma doença que atinge de 15% a 20% das mães. Considerando estes dados, devemos dizer que é um problema de saúde pública.

Uma gravidez remete a reestruturação familiar. Até o animal doméstico sente as mudanças no ambiente. A futura mãe deve lidar com o novo corpo, com novas responsabilidades e, muitas vezes, ela tem um sentimento de insegurança e medo de não cumprir bem o seu papel materno.

A mãe, geralmente, tem receio de falar sobre esta mistura de sentimentos, pois sente culpa e vergonha. A “montanha russa” hormonal também é um dado que não podemos deixa de mencionar. Apesar disso, existem também casos de depressão em mães adotivas.

A depressão ocorre principalmente pelo isolamento da mulher. A forma mais evidente da depressão materna pós-natal manifesta-se quando a mulher deixa de se sentir feliz por ser mãe.

Após o nascimento, a atenção, antes voltada integralmente para a mãe, direciona-se para o bebê.

Médicos e familiares devem ficar bem atentos aos sintomas para não se confundirem no diagnóstico. No período pós-parto inicial é comum à mulher passar por um quadro de depressão leve, que não traz maiores conseqüências.

Na literatura americana a depressão leve é denominada de "blues post partum" e atinge 50% das mulheres. Nesses casos o que ocorre é uma vontade de chorar, um "baixo astral" que começa entre o segundo e o quarto dia após o parto e é auto limitante, logo melhora. Não existe um tempo determinado de duração, geralmente vai de 4 a 5 semanas.

A possibilidade de uma "blues post partum" evoluir para um quadro de depressão pós-parto propriamente dito é mínima. Um caso típico de depressão pós-parto já começa com características mais severas.

Existem os casos de Psicose Puerperal. Este é um quadro delirante, freqüentemente alucinatório, grave e agudo que aparece do segundo dia a 3 meses depois do parto.

Não existe um trabalho específico para prevenção de depressão pós-parto, mas o pré-natal, além de orientar a mãe e prevenir uma série de doenças e problemas com a mamãe e o bebê, também serve como prevenção de uma depressão pós-parto. Durante o pré-natal os médicos procuram dar segurança à mãe tanto em termos orgânicos como psicológicos. Fazendo com que a gravidez da paciente seja tranqüila e com um grau de informação significativo, considera-se que o pré-natal é um fator de prevenção contra a depressão pós-parto.

Dúvidas para: tatianasessa@hotmail.com

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Tatiana Sessa - CRP 05 30350
Bacharel em Psicologia pela Universidade Santa Úrsula; Especialização em Psicoterapia pela UERJ
Ministra Palestras Motivacionais e Educacionais; Atendimento em Consultório Particular.
Tel: 2619-1151

 

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