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Skate
 
  Criado em 1964 por surfistas da Califórnia, nos EUA entediados com o mar cheio de marolas em certas épocas do ano, o skate nasceu como um híbrido da prancha de esqui com rodas de patins. Seu desenvolvimento depois disso foi meio vertiginoso.

Ao aportar no Brasil em meados da década de 70, a nova moda já demonstrou seu poder de sedução. Existia na época cerca de 10.000 praticantes. Tão forte quanto à chegada desta moda, foi seu desaparecimento sem deixar vestígios. "Foi algo tão ilusório ou enganoso quanto a inflação, uma emissão de moedas sem lastro."
 

De fato poucas indústrias investiram no skate, os bons equipamentos eram necessariamente importados e a um preço altíssimo, ou você ficava com o Bandeirantes, ou despencava até a fábrica da RK em Pilares-RJ e montava um, no maior sufoco.

As pistas e os locais eram contados nos dedos, aqui no Rio só havia uma pista em Nova Iguaçu e outra em Campo Grande. O tênis Rainha Iate era quase que um calçado oficial.

De 1980 a 1986, o skate sobreviveu no limbo dos modismos, até voltar numa onda forte e implacável arrastando uma parcela gigantesca da juventude.

Hoje o skate é praticado por meninos e meninas.

Tornou-se um símbolo para várias "tribos" que se orgulham de ter o seu próprio "dialeto". O skate tem o mesmo prestígio que o carrinho de rolimã teve no passado.
 
 
Fontes:
Revista Veja / www.skateboard.com

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