Muito mais que uma falta de recursos naturais, esta é uma questão política.

Os países onde as condições hídricas naturais são mais críticas encontram-se no norte da África, Oriente Médio e Ásia, Segundo mapa do Instituto Internacional do Planejamento da água, realizado em 2000. Já o Brasil encontra-se na segunda categoria, da escassez econômica da água, ao lado da maioria dos países da América Latina e África.

Segundo dados do Atlas Saneamento do IBGE, divulgado no começo deste ano mas relativo a 2000, 95% dos municípios brasileiros dispõe de rede de abastecimento de águia. Ainda assim 40,6 milhões de pessoas não tem acesso água encanada.

É preciso estabelecer políticos públicas para abastecer 100% da população com equidade em qualidade.

Em Salvador, onde 96% dos 2,5 milhões de habitantes estão ligados à rede do sistema público de água. No entanto, a distribuição não é igual para todos. Entre as camadas menos favorecida, é comum receber água apenas à noite, a cada dois dias ou até uma vez por semana. “Seriam necessários, R$ 178, bilhões, em vinte anos, para que todos no país tivessem acesso à água. A pesquisa leva em conta as redes de abastecimentos inexistentes, a recuperação dos sistemas já construídos e o crescimento vegetativo. Seria um investimento de R$ 9 bilhões por ano. O dinheiro existe, o problema é a opção política em onde empregá-lo. Água deve ser vista como um recurso hídrico e não consumida como mercadoria. Dos 5.561 municípios brasileiros, 58 possuem seus serviços de abastecimentos de água prestadas por empresas privadas entre elas Manaus (MA) e Limeira (SP). Na iniciativa privada, o objetivo maior é a lucratividade. Esse modelo já foi implantado na Argentina e na Bolívia e não vingou.

No mundo, apenas três países não têm seu abastecimento de água nas mãos do poder público. A Espanha tem 40% dos seus recursos hídricos administrados em parceria com iniciativa privada, e a França 70%. A Inglaterra, no governo de Margareth Thacher, privatizou 100% do abastecimento de água, fato que a ex-ministra britânica considerou como seu “único erro”.

Vários políticos europeus, como François Mitterrand da França e Mário Soares, de Portugal, encabeçam a luta, junto a ONU, para que a água seja efetivamente considerada um direito humano fundamental.

Para onde vai a água

A agricultura é a grande vilã na utilização da água, representa 72% do consumo no mundo e 54% no Brasil seguida pela industria com 22% e 24% e pelo consumo humano, 6% no resto do planeta e 22% no país.

Medidas que podem ajudar no consumo da água

Medidas simples, como fechar torneira, ao escovar os dentes e tomar banho menos demorados, são uma boa forma de economizar água, mais existem outras. As descargas dos vasos sanitários causam maior desperdício. Uma pessoa utiliza descarga de 3,5 a 4 vezes por dia, cada uma delas manda de 12 a 20 litros por água abaixo. Para amenizar problemas, já existem no mercado os VDR,vasos de descarga reduzidas, que utilizam apenas cinco litros.

Reservas de água

97,6% - Oceanos
2,4% - Água doce, das quais:
2,9%......estão congelados nos pólos e apenas 0,02% estão disponíveis em rios e lagos.

Curiosidades

Distribuição da água no corpo humano:
Cérebro – 75%
Pulmões – 86%
Fígado – 86%
Músculo – 75%
Coração – 75%
Rins - 83%
Sangue – 81%

Principais doenças relacionadas com a água

Por ingestão de água contaminada:
Cólera
Desinteira amebiana
Desinteira Bacilar
Febre Tifóide e paratifoide
Gastroenterite
Giárdias
Hepatite infecciosa Leptospirose
Paralisia infantil
Salmonelose

Por contato com a água contaminada:
Escabiose (doença parasitaria cutânea como sarna)
Tracoma (mais freqüente nas zonas rurais)
Verminose (tendo como um estagio do ciclo)
Esquistossomose

Por meio de insetos que se desenvolvem na água:
Dengue
Febre amarela
Filariose
Malária

Informação

Um pouco da reestruturação do Sistema de Água

Até meados do século passado, o abastecimento de água fazia-se através das bacias públicas e principalmente dos chafarizes, que glutinavam sempre uma multidão de escravos domésticos e de ganho como as lavadeiras, personagens tão característicos da cidade. O sistema empregado na construção do aqueduto chafariz da Carioca, que abastecia a maior parte dos chafarizes e bicas onde a água era recolhida e distribuída em bacias. Este chafariz, o mais antigo e importante, possuía cerca de 30 bicas; os outros 3 ou 4. Os poços públicos ou não formavam um sistema alternativo, mais antigo que os chafarizes. A primeira providencia de Estácio de Sá, ao fundar a cidade, foi a abertura de um poço para dar água de beber a seus habitantes.