
Numa cidade como o Rio de janeiro isto representa mais 600 toneladas de lixo por dia de verão, que devem ser recolhidos transportados pela coleta e transferidos para carretas que finalmente seguem para os aterros sanitários, lembrando que a casca do coco verde não compacta e praticamente não se decompõe, comprometendo os aterros sanitários, já com graves problemas. O impacto destes metros cúbicos de lixo de coco nos aterros sanitários ao longo dos anos, é algo que certamente terá sua importância debatida de maneira séria e profissional. Esperamos que num futuro breve. O custo para administrar uma tonelada deste lixo está em torno de R$ 135,00, porém o que poucos sabem, desta fruta tudo se aproveita.
Quando se fala de coco a primeira coisa que vem a cabeça é coco-da-baía no entanto, todos os tipos de palmeiras produzem coco. O coco é muito apreciado, tanto pelos turistas como pelos nativos. Este fruto tem origem no Sudoeste Asiático. Os maiores produtores mundiais são: Filipinas, Indonésia e Índia. No Brasil a cultura do coqueiro, variedade gigante, chegou possivelmente, na colonização portuguesa em 1553, oriunda da ilha de Cabo Verde, que por sua vez, foram originadas de plantações indianas, introduzidas na África. O coqueiro, variedade anã, foi introduzido no Brasil pelos Doutores: Arthur Neiva e Miguel Calmon, quando retornavam de uma viagem ao Oriente em 1921, estimados pela precocidade na produção , facilidade e coleta de frutos.
No Brasil seus maiores cultivadores são: a Bahia, o Amazonas, Pernambuco, Maranhão e Piauí. O coqueiro gosta de clima quente e úmido. Sua altura pode chegar a 30 metros. Também existem variedades que não ultrapassam três metros. A casca de coco é relativamente fina e lisa. Por baixo, há uma espessa capa fibrosa que envolve uma camada muito dura, dentro da qual fica a semente, uma massa suculenta de cor branca. Quando o coco é verde essa parte é pouco desenvolvida e mole, guardando muita água no seu interior.
Á medida que o coco vai amadurecendo, a parte carnosa se torna mais consistente e a água diminuí. A massa pode ser consumida crua, em seu estado natural, ralada ou ainda transformada em deliciosos pratos culinários.
O coco-da-Baía é rico em proteínas. Gorduras, calorias, sais, hidratos de carbono e vitaminas A, B1, B2, B5 e C. Seus efeitos curativos se devem, principalmente, ao seu conteúdo de magnésio. O ser humano necessita dele para conservação de tensão muscular. Sabe-se que a polpa do coco age como adstringente nas hemorróidas. Á água de coco verde é deliciosa, refrescante, nutritiva e terapêutica, além de exótica. Sua composição físico-química é semelhante à do soro fisiológico.
São muitos os benefícios da água de coco. Por exemplo:
a) Hidrata e amacia à pele;
b) Reduz o nível de colesterol;
c) Previne e auxilia no tratamento da artrite;
d) Controla a pressão arterial;
e) Combate à desidratação;
f) Repõe imediatamente a energia;
g) Evita vômitos e náuseas durante a gravidez;
h) Depura o sangue;
i) Reduz a febre;
j) Trata de úlcera estomacal;
l) Combate à prisão de ventre;
m) Previne o enjôo causado pela maresia.
Fornece também óleo de cozinha, também folhas para telhado de palha, fibras para corda, tapetes e redes, a casca pode ser usada como utensílios e ornamentos, açúcar e álcool, podem ser feitos da seiva de suas inflorescência e inúmeros outros produtos elaborados de partes da planta. O coqueiro também é, muito utilizado como planta ornamental em casa, parques e jardins. O desenvolvimento do fruto necessita de 12 meses, desde a diferenciação floral até a maturação completa.
Os espaçamentos mais recomendados são: 7,5m x 7,5m para a variedade anãs; 8,5m x 8,5m para os hídricos e 9;0m x 9,0m para variedades gigantes em triângulo eqüilátero, totalizando 205, 160 e 142 plantas por hectare.
