
Estima-seque, em todo o planeta, existam cerca de 172.000 Km2 de manguezais. Desse total, cerca de 15%, ou seja, cerca de 26.000 Km2, distribuem-se pelo litoral do Brasil, desde o estado do Amapá até Laguna, em Santa Catarina.
Em Pernambuco existem cerca de 270 Km2 de manguezais.
Na Paraíba existem cerca de 160 Km2 de manguezais.
Em virtude do solo salino e da deficiência de oxigênio, a vegetação dos manguezais serve para fixar os solos, impedindo a erosão e, ao mesmo tempo, estabilizando a linha de costa.
Com relação à pesca, os manguezais produzem mais de 95% do alimento que o homem captura no mar. Por essa razão, a sua manutenção é vital para subsistência das comunidades pesqueiras que vivem em seu retorno.
Protegidos pelo Código Florestal, os manguezais são reconhecidos como APPS – Áreas de preservação Permanente. Entretanto, esses ecossistemas encontram-se ameaçados devido a inúmeros fatores. A carcinicultura desordenada é ilegal, a expansão de áreas urbanas, turismo e pesca predatórios, poluição por petróleo e esgoto e corte de árvores de mangue têm resultado na crescente destruição dos manguezais. Os desequilíbrios ecológicos causados por essas atividades afetam a biodiversidade e comprometem os meios de vida das populações tradicionais que dependem desses recursos para sua subsistência.
Quanto à temperatura e a precipitação pluvial, as condições ideais para o desenvolvimento dos manguezais
estão próximas às seguintes:
a) Temperaturas médias acima de 20º C;
b) Média das temperaturas mínmas não inferior a 15º C;
c) Amplitude térmica anual menor que 5º C;
d) Precipitação pluvial acima de 1.5000 mm/ano, sem prolongados períodos de seca.
O governo brasileiro pretende investir US$ 15 milhões nos próximos quatro anos para recuperar os cerca de 20 mil quilômetros quadrados de manguezais no país, através da capacitação das comunidades que vivem ao redor dessas áreas e de um trabalho com as administrações estaduais e municipais.
“A sobrevivência dos mangues é essencial para as famílias que vivem ao redor deles. Eles são vitais do ponto de vista econômico para pessoas que vivem da pesca artesanal e industrial”, afirmou o secretário de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco.
O Maranhão possui a maior área de manguezais do Brasil. E são cinco os principais problemas que afetam os mangues: expansão das áreas urbanas, pesca e turismo predatórios, poluição de esgoto e petróleo, desmatamento e carcinicultura (criação de camarões em viveiro).
No período de 1º a 05 de março no estado de Sergipe aconteceu a terceira fase do defeso do caranguejo-úça, ficando, assim, proibido a captura, manutenção em cativeiro, transporte, beneficiamento, industrialização e comercialização da espécie. Durante esse período reprodutivo conhecido como andada, os caranguejos machos e fêmeas saem de suas tocas (galerias) e andam pelos manguezais para o acasalamento.
Aves encontradas nos manguezais: Bem-te-vi; Carcará; Colhereiro; Garça; Matim-pescador; Socó-dorminhoco.
Mamíferos: Lontras; Golfinhos; Mão-pelada; Peixe-boi marinho.
Répteis: Crocodilos; Jacaré-de-papo-amarelo; Tartarugas; Lagartos; cobras.
Peixes: Robalo; Garoupa; Manjuba; Sardinha; Tubarão-cabeça-chata.
Invertebrados: Camarões; Lagostas; Mexilhões; Minhocas; Caranguejo aratu; Caranguejo guaiamum; Caranguejo-uçá; Chama-maré, Cracas; Mariposas; Aranhas; Berbigões; Moscas; Mosquitos.
